24 de Novembro de 2009

respostas?

como se aprende a viver sem alguém?

"que se passa?"
"agarrando-nos ás pessoas que temos"
"estás onde?"
"'tou em casa, queres falar amor?"
"não vivemos :/ pq amor?"
"evitar não é a melhor maneira, mas pensa que tens a amizade das pessoas melhores que ele"
"oh amor :( não aprendemos, apenas continuamos a viver, e a tentar esquecer o passado"
"não sei... arranjando outra pessoa?"
"eu também não"
"que se passa?"
"are you there?"
"com o tempo... recordando a saudade como uma fantasia de crianças... ou até mesmo fazendo da história uma curta mas forte recordação meu amor"

thank you all, "and i love you, cuz you know who i am" (david fonseca)

19 de Novembro de 2009

não existe começar de novo

já poucas palavras há para gastar.
de todas as frases ditas, sobrepostas, esfarrapadas de tão repetidas,
nada ficou?
nada. entristece(s)-me.
às vezes o instinto é mais forte,
tão mais forte que me deixa perdida nas coisas
que dizes que dizes
que dizes que digo
que dizes que sinto e faço
que sinto e faço,
que sinto e faço...
sabes quem eu sou?
sabes, ainda, como é quando chamo o teu nome?
soa diferente?
já poucas palavras há para gastar
vagas, usadas, estúpidas e elementares.
onde foi que falhámos?

18 de Novembro de 2009

resistance



"Is our secret safe tonight?
And are we out of sight?
Or will our world come tumbling down?
Will they find our hiding place?
Is this our last embrace?
Or will the walls start caving in?

It could be wrong, could be wrong,
But it should've been right,
It could be wrong, could be wrong,
To let our hearts ignite,
It could be wrong, could be wrong,
Are we digging a hole?
It could be wrong, could be wrong,
This is out of control,
It could be wrong, could be wrong,
It could never last,
It could be wrong, could be wrong,
Must erase it fast,
It could be wrong, could be wrong,
But it could've been right,
It could be wrong, could be wrong"
(...)"

Muse

16 de Novembro de 2009

cimo

a minha tia-avó dizia que eu era pequena demais para a minha idade. eu ouvia as conversas de lareira, curiosa, e pensava que não gostava de ser pequena. nem nunca achei que fosse. não me lembro do tom da sua voz a dizer outra frase que não: "silvia, sobe!". a minha prima silvia gostava de sair inesperadamente pela porta de casa a correr. começava a descer toda a montanha e só parava lá em baixo. depois, a minha tia espreitava lá do cimo e gritava pelo nome dela até ficar sem voz - o que não demorava muito tempo - enquanto a malandra ficava a olhar as pedras a rebolar no leito do rio, pequenas e grandes, disformes e negras. depois, a tia chamava o luís das cabras e lá ia o coitado montanha abaixo, arrancar a minha prima do seu posto de sentinela. quando chegavam junto da casa, a tia agarráva-a pelos ombros e trancáva-a na dispensa durante quase uma hora e meia. eu via este espectáculo pela janela da sala, com o nariz colado ao vidro e de vez em quando desviava os olhos para o céu limpo, quase sempre azul claro, e pensava que gostava de ter a coragem da minha prima. não para descer ao riacho, mas para subir ao pessegueiro velho e escutar os pássaros ou avistar, quem sabe, um urso a rondar nas montanhas mais altas. nunca cheguei a fazê-lo.

15 de Novembro de 2009

79 (auch)

isto vai ficar registado não só no blogue como nos meus "favoritos" para reler todos os dias e guardar "aqui". porque "aqui" é um sítio muito importante, porque "aqui" determina o "ali", o "acolá", o "lá"... and life doesn't have to be a dirty game for everyone.

segunda-feira, 13:26, escadas dos monoblocos: "a culpa é toda tua" e essa raiva nos teus olhos que me deixa triste, e que faz doer "aqui".

epa, não sei, segunda-feira (da semana seguinte): "desculpa". e eu sem saber, ainda hoje, "aqui" sem saber o que vi, disse que sim.

sexta-feira 13 (9 meses?): "a culpa é toda tua" e essa raiva, vezes mil, vezes tudo e vezes nada.

e agora? this a warming, and an example between a thousand.

não, a culpa não é toda minha. lamento.

12 de Novembro de 2009

i just want an hero


ph: unknown

9 de Novembro de 2009

fugiu com a novela

deito-me no passado.
a luz da lua e os teus olhos em segundo plano,
as tuas mãos a baloiçar no luar
summing up our memories,
e as tuas sombras à minha volta.
eu só quero chorar,
chorar,
só chorar.
deixa-me inventar-te e não te chateis comigo.

encosto-me no nosso canto da cozinha
tantos segundos p'ra contar
o teu post it: "love you xx" em azul ainda no frigorífico,
summing up our stories,
e todos os copos de licor beirão que bebemos aqui.

eu só quero chorar,
chorar,
só chorar.
deixa-me dizer ao mundo que o nosso amor fugiu.

para a aras

in love with






Rengim Mutevellioglu's